Maratona da Música reúne diversos ritmos no Conservatório Pernambucano

Maratona da Música reúne diversos ritmos no Conservatório Pernambucano

Assessoria de ComunicaçãoBeat Beatles, Orquestra de Rock do CPM e Orquestra Contemporânea de Olinda são os destaques da festa desta sexta-feiraEra impossível andar pelas dependências do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) sem se deparar em algum momento com atrações musicais nesta sexta-feira (23). A VI Maratona da Música reuniu artistas de todos os gêneros, do choro ao rock, para uma série de apresentações que deixaram o público presente encantado.A maratona fez parte das atividades da Semana da Música, que, entre os dias 19 e 24 de novembro, reuniu artistas em shows, palestras e workshops. A bateria de apresentações começou às 12h, com o chorinho do Grupo Acordes de Engenho, no Palco para Todos.O Palco para Todos foi apenas um dos ambientes musicais na ocasião. Os artistas se apresentaram também no Auditório Cussy de Almeida, em salas de aula e no pátio. Este último foi utilizado pela Beat Beatles, atração mais aguardada do dia.Com o pátio lotado por uma plateia bastante animada, subiram ao palco os brasileiros Fabio Colombini, Ricardo Júnior, André Dias e Fernando Colombini. Vestindo terninhos idênticos aos integrantes da banda de rock inglesa, ao pegarem seus instrumentos o público já sabia que, na verdade, se tratavam das versões brasileiras de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.A Beat Beatles é uma banda paulista criada com a intenção de executar as canções do quarteto de Liverpool da maneira mais fiel possível, utilizando instrumentos e amplificadores originais da época e réplicas fiéis do figurino.Mateus Falcão tem apenas 15 anos, mas já se diz fãs da banda, especialmente em sua fase iê-iê-iê. Escuto Beatles desde os dez anos. Painho tem muitos discos. Aí, fui escutando aos poucos e gostei. Fui para o show de Paul e foi algo sensacional. A banda aqui tá igualzinha ao original, o jeito de se vestir está muito bom”, disse.Veterano em apresentações no Recife, cidade a qual se refere como a mais musical do Brasil, Fábio Colombini se diz honrado em encerrar a Maratona da Música. “É a primeira vez que trazemos este show ao CPM, embora não seja nossa primeira passagem por aqui e pelo Recife, onde já nos apresentamos várias vezes. Mas sempre fico honrado em tocar aqui, ainda mais encerrando a Maratona da Música em Pernambuco, um estado referência em cultura”.Guitarra e violino – A partir das 19h, uma fila enorme aguardava a abertura do Auditório Cussy de Almeira, onde se apresentou a Orquestra de Rock do CPM. Misturando ao som da guitarra, baixo e bateria as notas do violino e demais instrumentos clássicos, o conjunto arrancou dos presentes muitos aplausos. Formada por estudantes e professores da instituição, a orquestra cria arranjos para a união dos instrumentos tradicionais do rock com elementos de orquestra. O resultado é uma mistura harmoniosa da agressividade do estilo com a delicadeza dos instrumentos, deixando encantado o público que lotou o espaço.Desde que comecei a gostar de metal curti logo o álbum do Metallica com a Orquestra Sinfônica de São Francisco. Foi algo que achei simplesmente perfeito, com os arranjos muito bem elaborados. E aqui foi a mesma coisa! Não poderia ser diferente, afinal, os músicos do CPM são muito competentes, contou o geógrafo Bruno Tavares.Regidos pelo maestro Sergio Barza, o grupo executou um repertório de clássicos do rock e heavy metal, com canções de Jimi Hendrix, Pink Floyd, Led Zeppelin, Ozzy Osbourne, Black Sabbath, Dio, entre outros. Para a canção “Oh! Darling”, dos Beatles, o conjunto contou com a participação especial de Fabio Colombini, o John Lennon da Beat Beatles, cuja performance vocal fez a plateia vibrar.Membro mais velho do grupo, o professor de trompete Diógenes Colorau, de 62 anos, se entusiasma bastante com o projeto. Eu vivi a década de 70, uma época bem importante para o rock. Então, para mim, é uma enorme satisfação poder executar essas canções junto com uma orquestra. É algo que flui naturalmente.Mais orquestra – Os dez integrantes que formam a Orquestra Contemporânea de Olinda se apresentaram às 16h para divulgação do seu segundo álbum, “Pra Ficar”, lançado este ano. O show, bastante animado, deixou a plateia com gosto de quero mais ao seu fim. Idealizada pelo percussionista Gilú Amaral, a banda é composta por instrumentos de percussão e sopros, além de guitarra, rabeca e um duo de vozes masculinas formado por Maciel Salú e Tiné.É legal trazer nossa música pra cá, permitindo essa mistura do erudito com o popular. A música é uma arte que faz todo mundo interagir, seja preto, branco, rico, pobre. É isso que a orquestra transmite, contou Salú.Lançamento – A Maratona abriu espaço também para o lançamento do álbum “Arruar”, do professor do CPM e pianista da Orquestra Sinfônica do Recife Fernando Muller. As músicas que compõem a obra têm como tema o passado saudoso do Recife. O nome advém do livro de crônicas homônimo de Mario Sette, que versou sobre o Recife antigo, suas ruas, teatros, igrejas, cinemas que não existem mais.A apresentação foi marcante para o pianista, como ele mesmo declarou, pois grande parte de sua história como músico está ligada ao Conservatório. Minha história está aqui. E poder resgatar essa música de agora, do nosso tempo, que está um pouco adormecida, ainda mais na semana de música, deixa tudo muito especial”.O recital contou ainda com a presença de Inaldo Moreira, compositor de duas faixas gravadas no álbum. Aniversariante do dia, começou a estudar clarinete em 1949 por causa do pai, mas só se descobriu compositor em 1999, tendo assinado até então centenas de choros e frevos.É um prazer ter nascido quase no Dia da Música [celebrado no dia anterior]. E é muita coincidência fazer aniversário e ser homenageado com um cd que contém duas composições minhas. tudo isso só me deixa feliz e sem vontade de parar, contou.A Semana – Entre os dias 19 e 24 de novembro passaram pelo CPM artistas como Mônica Salmaso, Eduardo Monteiro, A Trombonada e Sergio Campelo, que encerrou as atividades na noite do sábado, com o lançamento do cd “Furos e Botões”. Só a maratona contou com mais de dez apresentações.O sucesso da Semana é fruto dos esforços da gestão, que tem trabalhado intensamente para fazer do Conservatório um espaço atraente para todos os públicos. “Trouxemos o popular e o erudito. O jazz, o rock, o choro, enfim. Esse é nosso desafio: ter vários artistas que atendam aos mais diversos gêneros. É desse caldeirão que tiramos a música pernambucana. Além disso, é uma ótima oportunidade para os nossos alunos tirarem suas referências, que vão orientá-los enquanto músicos, disse o gestor do CPM Sidor Hulak.

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